AMOR

segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Uma palavra, quatro letras e um medo misturado com ansiedade por ouvir essa palavra.
Foi da boca pra fora ou houve sentimento? Quando menos espero já tenho os velhos questionamentos.
Pra mim sempre foi amor, mesmo quando você me desacredita. Mas, não me chame de amor, logo não vou ter você aqui pra me manter embriagada com sua voz dizendo isso. Ou me chame todos os dias pra que eu guarde a sensação que é ter esse título pra você.

Quando te vejo sem pressa, com pausa, te sinto meu, mesmo que tudo me diga o contrário, me conecto de uma maneira singular e me permito mergulhar de cabeça mesmo sem saber se é raso. Experimentar esses sentimentos com você tem um sabor único, somos iguais e diferentes na mesma proporção, nos entendemos mesmo sem aceitar tudo, quero pensar em você todos os segundos, falar horas desse amor pra você, te encher de teorias falhas, quero te ouvir de uma maneira que eu grave a sua voz pra sempre em minha memória, quero te pertencer, quero que saiba tudo que eu já pensei e sonhei, quero que não reste dúvidas, quero continuar viva pra você.

Somos daqueles que amam se entorpecer de um amor shakespeariano, não queremos parar e mesmo vivendo esse amor em temporadas as lembranças permanecerão nos conectando, ignoramos o mundo lá fora e vivemos tudo o que dá desse amor impossível nessa vida.

Eu vivo proibidamente esse amor que cuida, que se preocupa, que incentiva, que revela tudo de bom em mim, que me faz sorrir sozinha, que me faz ter vontade de viver, desses que eu vejo nos casais, desses que eu nunca pensei que aconteceria comigo.

Seu dom é de realizar meus pequenos sonhos, de me sentir uma boba apaixonada, de ir dormir e acordar pensando em cada palavra, de me transbordar, de me fazer feliz mesmo assim.

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