Sexta-feira, dia 1 de novembro, eu pensava cada dia menos em você, parece que minha vida tinha encontrado outros caminhos e te encontrar nem era mais possível, até que decidi ir em um mercado aleatório porque estava no meu caminho, comprei o que precisava e claro: outras coisas que não precisava tanto assim, saí com certa pressa e mais sacolas do que pensei levar, saindo de forma tranquila e pensando em tudo o que uma sexta-feira tinha pra mim, ouvi um psiu, eu relutei em olhar, quem será que me chamaria dessa forma? Com certeza não era pra mim, até que eu ouvi novamente...E pra minha surpresa, era você!
Eu tive poucos segundos para me vestir daquela eu que eu me torno perto de você, mas por dentro meu corpo inteiro tremia, não era possível, não poderia você estar ali novamente naquele estacionamento, fazia tanto tempo, 14 meses pra ser mais exata, sem ouvir sua voz, sem te ver assim de perto, eram tantas perguntas e pouquíssimas respostas, assim como o tempo que nunca é meu amigo nessas horas.
Após atualizações diversas eu percebi que há alguns dias você notou que mudei de casa, na verdade estava mais interessado do que o normal sobre a minha vida, tomou coragem em interfonar para a vizinha antiga pra saber como me encontrar, é nesses momentos que você me deixa sem saber o que pensar sobre nós. Eu poderia ter pensado em ser mais enigmática, mas eu não tenho essa habilidade com você, na verdade eu sempre fui muito honesta, mais do que deveria, parece que você lê através de mim, eu sei que eu não percebi, mas foram muitos minutos ali e eu não tinha vontade de ir embora... você trocou de carro, de vida, de cabelo, de moto, mais ainda assim era você, tudo ainda estava ali, como é possível permanecer tudo intacto mesmo mudando tanto?
Eu senti que você queria que eu entrasse no seu carro, mas eu me sentiria invadindo um espaço que não era meu, resisti há quase 1 hora me aproximar demais, o peso das sacolas começava a me incomodar, mas eu não podia deixar de te ouvir nem por um segundo, eu precisei guardar as compras e você veio comigo, assim como antes, parece que estávamos ligados por um fio, um imã, uma conexão que jamais conseguiria ter palavras para dizer.
Você desvendou onde eu estava morando, não precisou de muito esforço, eu não sei ser discreta, eu jurei que não ia soltar nenhuma cantada, mas esse seu sorriso e essa sua busca por mim não me deixou ser neutra ao te ver, assim, dessa forma, nesse lugar aberto e público você disse que precisava ir e me beijou, puts...pausaria o tempo nesse beijo, não, pera, que maluco! Alguém pode ver, porque você parece não se importar? Meu Deus, esse beijo, era sobre esse beijo que eu queria sentir todas as vezes que eu pensei em você desde a última temporada.
Eu saio com as pernas bambas, o coração descompassado, minha boca com seu gosto e a incerteza se você vai bater na minha porta qualquer dia...

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