Sobre ela...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Poderia começar dizendo que ela não teve referências masculinas na infância, porque seu pai se tornou muito ausente desde quando ela se entendeu por gente, mas essa linha transformaria esse texto em algo melancólico, e definitivamente ela não está digitando isso para te comover.

Decidiu-se então descrevê-la para que pudesse se olhar, entender o mundo em que está e porque às vezes as coisas parecem ser tão difíceis quando na verdade, o que falta é o olhar na visão do outro.
É normal do ser humano enxergar melhor os outros do que a si mesmo. Decidi então, me olhar um pouco fora da caixa, uma tarefa difícil já que odeio críticas, eu odeio mesmo, uma crítica é pior do que um tapa na cara, mas a maturidade me faz entender que elas não são tão ruins quanto parecem, e se estivéssemos certos o tempo todo, nossa passagem seria meio vã!

Ela ama começar as frases com a palavra BOM, acha que assim passa uma impressão de que refletiu muito sobre o assunto, na verdade refletiu, ela pensa tanto em algo para que saia tudo certo, que às vezes nem precisa pensar tanto no assunto porque já foi! Podemos aí já destacar um defeito: PENSAR DEMAIS! Para uma mulher de 23 anos, ela pensa demais! Tem medo demais e isso não a faz enxergar o quão capaz é das coisas. Uma rotina exaustiva, estuda e trabalha, sendo em coisas que te realizam ou não. Na maior parte do tempo está presa à essa loucura que ela mesmo foi atrás e não se deixa pensar em um relacionamento sério, não que ela não sinta falta, ela gostaria mesmo daquele amor real, que tudo suporta e tudo crê  (parou de acreditar em contos de fadas faz um tempo, e mesmo sendo romântica,  se esforça diariamente para reforçar que essas histórias são totalmente ilusórias), mas acontece que esse amor real, não acontece! Ele não desenvolve, ele não floresce,  o mais próximo que chegou de algum amor real, está descrito nos outros textos desse blog (tá com tempo? Então leia!) mas a verdade é que ela talvez não esteja preparada, só isso explica tantos pseudo-relacionamentos falidos.

Ela ama música, aprendeu a resolver os traumas da infância e da adolescência, aprendeu a se olhar, a se gostar, à amar a vida, entende que tudo isso passa, não sabe onde que será o fim e nem se estará sozinha ou acompanhada, tem ciência de que a vida, a vida é frágil demais, ela precisa ser forte para aguentar quantos desamores e descontentamentos ainda irá enfrentar.

Ela também sabe que o futuro tem mais surpresas do que ela consegue imaginar e está pronta para cada uma delas, sabe que tudo tem a hora certa para acontecer e todos os dias acorda pedindo paciência para ela mesma, que ela irá viver uma vida à qual tenha orgulho de contar.

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