Hoje me deu vontade de escrever aqui, assim como antigamente, não no bloco de notas como de costume. Na esperança vã de que você nunca encontre e saiba o tamanho do meu amor por você, o bom daqui é que é anônimo, solitário e como sempre: secreto.
Percebi que não posso compartilhar sobre você com ninguém, só na terapia me sinto a vontade de esmiuçar esse amor em palavras e perceber que te amo na totalidade, com todos os defeitos e qualidades, você me ensinou que o amor não passa pela razão.
Fico lembrando do início, naquele tempo que eu me via pequena e você me via maior do que eu poderia imaginar ser. Foi aí que nasceu qualquer sentimento, pelo olhar, pelo seu olhar por mim, inédito, incomum, inesperado, improvável, totalmente inadequado, mas real. Me emociono, como eu não percebi?
Eu me apaixonei ali, mas só enxerguei anos depois que você é único, é raro, naturalmente apaixonável, daqueles sentimentos que o tempo não apaga, não reduz, não menospreza, não desrespeita, não invalida, só se sente.
Eu não penso em nada quando estou do seu lado, nem na falta de filhos, na falta de tempo, as faltas parecem pequenas demais quando me deparo com o tamanho do amor que já tá aqui, tão grande que sinto no meu corpo, na mente e no meu espírito.
Não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que você é inesquecível, é único e talvez o maior.
Para te sentir, basta ter você do meu lado, sem tantas palavras, cobranças ou explicações, eu realmente não me importo em como será tudo isso, só quero ser, se for com você eu já sei que o sentimento será completo.
